10 maio 2013

Numa aula de português como tantas outras, foi lançado o desafio: fechar os olhos e, durante 4 minutos, OUVIR...depois pôr a IMAGINAÇÃO a funcionar e ESCREVER uma pequena narrativa...
Os artistas do 8ºA formaram grupos e puseram-se ao trabalho. Eis aqui o resultado da sua incursão no MUNDO DOS SONS....

Texto de Luís Almeida, Catarina Neto e Pedro Bento.

 
   Num avião, algures no imenso céu. 
  -Tudo controlado? – questionou uma hospedeira de bordo que se tinha dirigido ao cockpit.
    -Estamos com um ligeiro problema no motor direito. Estou a tentar controlar. – afirmou o piloto com algum receio.
 João, um dos empresários mais ricos da Europa, viajava para Nova Iorque para negociar com um cliente e sentiu-se um pouco inquieto com a trepidação.
- Hospedeira está tudo bem? – Perguntou o empresário à hospedeira que passava.
- Lamento senhor, mas estamos com…
     A hospedeira foi interrompida por um grande estrondo. O avião estava fora de controlo, o piloto fazia tudo para evitar a queda e as pessoas aflitas gritavam. De repente, o avião embateu na água, as luzes apagaram-se e o silêncio calou o pânico e a aflição das pessoas.
    O empresário, desnorteado, encontrou uma saída por onde escapou e subiu à superfície. Olhou em seu redor e ainda baralhado com tudo que se passara avistou terra ao longe. Nadou ofegante sem forças para continuar, até sentir os pés na terra. Ficou boquiaberto com o que via e decidiu procurar ajuda, penetrando pela floresta. Enquanto caminhava ouvia sons estranhos e dirigiu-se até eles. Qual foi o seu espanto quando deparou com uma tribo indígena que dançava ao som de uma música fora do vulgar.
   Quando os indígenas o avistaram, aprisionaram-no, gritando:
   -Nós comer tudo! Tudo! tudo! Hora de comer é  hora sagrada.
   - João! João! Acorda vais chegar atrasado ao avião.
   João suspirou de alívio! Era só um pesadelo! Ficou contente por saber que estava em terra e que estava tudo bem pois a mãe tinha acabado de falar com ele.
 
Numa aula de português como tantas outras, foi lançado o desafio: fechar os olhos e, durante 4 minutos, OUVIR...depois pôr a IMAGINAÇÃO a funcionar e ESCREVER uma pequena narrativa...
Os artistas do 8ºA formaram grupos e puseram-se ao trabalho. Eis aqui o resultado da sua incursão no MUNDO DOS SONS....

 

Texto de Ana Rita Veterano, André Gual e Xavier Brites.

 
        O avião sobrevoava o oceano e as pessoas estavam calmas e animadas. De repente, os passageiros começaram a ouvir barulhos estranhos e suspeitos vindos do avião.
        De um momento para o outro o avião caiu sobre o mar, provocando um estrondo enorme.
        As pessoas tentavam sair do avião, mas devido à confusão e à aflição era complicado. Mas, um dos passageiros conseguiu mergulhar e fugir para longe dos destroços. Estava ofegante e com muita dificuldade em nadar, pois estava em estado de choque. Quando chegou à parte onde já tinha pé, começou a correr pela água fazendo imenso barulho. Aí continuou a correr pela areia, até que chegou a uma floresta muito densa. Na floresta começou a ouvir muitos barulhos, alguns deles provocados pelo vento forte que se fazia sentir. O rapaz continuou a caminhar para ver de onde vinham os barulhos. Havia imensos animais estranhos na floresta e ele começava a ficar aflito. Após atravessar grande parte da floresta ouviu vozes. Foi ver o que se passava e encontrou várias pessoas à volta de uma fogueira a fazer barulhos estranhos. Chegou à conclusão de que eram canibais, porque estavam a assar um dos passageiros do avião que caiu no mar. O rapaz ficou assustadíssimo, sem saber o que fazer...
        Ouviu uma voz ao longe:
        -João, João, acorda vais chegar atrasado ao avião.
       Afinal tudo aquilo não passou de um sonho de João.

02 maio 2013

Numa aula de português como tantas outras, foi lançado o desafio: fechar os olhos e, durante 4 minutos, OUVIR...depois pôr a IMAGINAÇÃO a funcionar e ESCREVER uma pequena narrativa...
Os artistas do 8ºA formaram grupos e puseram-se ao trabalho. Eis aqui o resultado da sua incursão no MUNDO DOS SONS....
 


Texto de Joana Caetano, Laura Borges e Luís Duarte
 
         Esta é a história de um rapaz chamado João, de vinte anos, que vivia com a sua família no Algarve. João ia viajar para a Costa Rica no dia seguinte, por isso foi deitar-se cedo.Como nunca tinha andado de avião, sonhou como seria a viagem. No seu sonho, quando o avião já estava em pleno voo, um dos motores explodiu, alarmando os passageiros, que gritaram assustados com tal situação.
         O avião caiu ao mar e João só teve tempo de partir o vidro ao seu lado e nadar até à superfície, tentando combater a corrente da maré. Por fim e já muito cansado, João chegou a uma ilha, com a respiração muito ofegante. Uma vez que estava perdido, decidiu seguir uma luz que avistava ao fundo. Durante o caminho, ouviu sons estranhos de animais, alarmando-se. Finalmente, reparou que estava um grupo de indígenas a cantar e a fazer uma dança tradicional à volta de uma fogueira, com trajes característicos e pinturas borratadas. Os indígenas viram o João e tentaram agarrá-lo e arrastá-lo para a fogueira, enquanto João suplicava:
           - Não me façam mal, eu não fiz nada, só queria ajuda!
           Infelizmente, eles não o entendiam e quando iam começar a queimá-lo…
         - João, acorda! Vais chegar atrasado ao avião!
          Aliviado, João apressou-se, vestiu-se e foi para o aeroporto, preparado para viajar.
         Mais tarde, ficou a saber que tinha sonhado com o Haiti, rindo-se da situação, uma vez que este destino é conhecido como um com local turístico, ao qual muitos estrangeiros vão passar férias, e não por tribos de indígenas.
Numa aula de português como tantas outras, foi lançado o desafio: fechar os olhos e, durante 4 minutos, OUVIR...depois pôr a IMAGINAÇÃO a funcionar e ESCREVER uma pequena narrativa...
Os artistas do 8ºA formaram grupos e puseram-se ao trabalho. Eis aqui o resultado da sua incursão no MUNDO DOS SONS....


Texto de Ana Beatriz, Beatriz Henriques, Márcia Rebelo e Jackson Silva....

 
           O João, rapaz moreno de treze anos, encontrava-se na sala de espera do aeroporto e, a casa segundo que passava, ficava mais nervoso. As pessoas que o rodeavam não estavam nada preocupadas com a situação, mas o João estava. Nunca tinha andado de avião!
Viu um homem a cumprimentar uma mulher que acabara de chegar e fechou os olhos.   Quando deu por si estava dentro de um avião. Tudo parecia estar a correr bem até que se ouviu um grande estoiro e o avião se despenhou. João apenas se lembrava de ver manchas avermelhadas e do pavor que sentira. Sem saber como, foi parar a uma grande lagoa não muito funda. Caminhou com dificuldade, pois ferira uma perna na explosão. Ofegante, chegou a terra e caiu.
                Quando acordou, estava amarrado a uma árvore, no meio de uma floresta. Estava tudo silencioso até que um conjunto de índios com penas coloridas apareceu ao fundo, cantando cantos típicos. Estes foram-se aproximando e João viu armas nas suas mãos. Foi aí que ele percebeu que o seu objectivo era matá-lo e alimentarem-se dele. Ficou em pânico e tentou libertar-se, mas sem sucesso. Os índios estavam cada vez mais perto e João conseguia ver a expressão triunfante nos seus rostos. Quando se convenceu de que era o fim, tudo congelou. Na sua mente ecoou uma voz que o chamava.
         Abriu os olhos. Não estava num avião prestes a explodir, nem numa lagoa, nem numa floresta. Estava outra vez no aeroporto, a salvo. Olhou para cima e viu a sua irmã, que o chamava.
       -João acorda! O avião vai partir!

25 abril 2013

Numa aula de português como tantas outras, foi lançado o desafio: fechar os olhos e, durante 4 minutos, OUVIR...depois pôr a IMAGINAÇÃO a funcionar e ESCREVER uma pequena narrativa...
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Texto de Diogo Amaral, Lino Oliveira e Ricardo Sá.

 

Num dia de chuva, o João decidiu ver televisão. Viu um programa que se chamava “Desastres de aviação”.

           Ficou muito assustado porque, no dia seguinte, iria viajar de avião. Mas, entretanto, adormeceu e sonhou que já estava na viagem. Quando o avião estava a passar por alto-mar, houve uma falha nos motores devido à entrada de um pardal. As pessoas ficaram todas em pânico.
                O avião caiu a pique no mar. Só restaram dois sobreviventes, o João e a Eugénia que estava inconsciente. O João avistou uma ilha perto e nadou até ela puxando a Eugénia consigo, fazendo com que o esforço fosse maior pelo que o ia muito cansado e com uma respiração ofegante.
                Quando chegaram à ilha, o João conseguiu reanimar a Eugénia. Depois, reparou que estavam numa ilha deserta e decidiu ir procurar alimento, mas durante essa tarefa apareceram umas criaturas indígenas que estavam a fazer rituais com danças e cantigas um pouco assustadoras. João tentou fugir levando Eugénia consigo, mas os índios repararam neles e perseguiram-nos. Quando os índios os alcançaram pareciam querer comê-los…afinal eram canibais e não índios.

                De repente, o João ouviu a voz da mãe a chamar por ele para se preparar para a viagem. Acordou e percebeu que todo este episódio não tinha passado de um pesadelo.

 

Oficina de escrita: OUVIR...IMAGINAR...ESCREVER!

Numa aula de português como tantas outras, foi lançado o desafio: fechar os olhos e, durante 4 minutos, OUVIR...depois pôr a IMAGINAÇÃO a funcionar e ESCREVER uma pequena narrativa...
Os artistas do 8ºA formaram grupos e puseram-se ao trabalho. Eis aqui o resultado da sua incursão no MUNDO DOS SONS....


Texto de Vasco Paiva, Diogo Camacho e Francisco Teixeira.

 

O Meu Pesadelo

           Tudo começou no avião. Viajava com a minha mãe para Orlando, nos Estados Unidos. Íamos à Disney World.

              Corria tudo normalmente. Havia pessoas a conversar e outras a tentar dormir. De repente, ouviu-se um trovão. Uma hospedeira pediu a todos para porem os cintos, pois íamos apanhar turbulência. Ouvimos outro trovão, mas este soou de maneira diferente, como se tivesse atingido alguma coisa. Percebi que tínhamos começado a descer, mas não podia ser uma descida normal. Alguém disse que uma das asas do avião estava a arder e toda a gente começou a gritar. Antes que eu desse por isso, o avião despenhou-se com um grande estrondo.
             Olhei em volta. Pessoas jaziam mortas aqui e ali e muitas outras estavam feridas. A minha mãe tinha pelo menos um braço partido. Decidi ir procurar ajuda, pois o avião tinha-se despenhado numa praia de uma terra desconhecida.
             Saí do avião. Conseguia ouvir os meus passos a chapinhar na água. Mal cheguei à areia comecei a correr. Ouvia o meu coração a bater, mesmo por cima da minha respiração ofegante. Corri uns cinquenta metros até chegar a uma floresta densa. Continuei a correr até chegar a um lago. Atravessei-o a nado sem problemas, pois sou bom nadador. Ia a começar a correr outra vez, mas percebi que me tinha perdido. O silêncio da floresta foi cortado por um barulho. Parecia o uivo de um animal, mas hoje não tenho a certeza. Só sei que me conseguiu assustar.
        Recomecei a correr, desta vez sem destino certo. De repente, deparei com uma coisa extraordinária: era uma tribo de índios que entoava um cântico. Dirigi-me a eles para lhes pedir ajuda, mas eles começaram a perseguir-me. Ainda tentei fugir, mas rapidamente me apanharam. Um levantou a lança e…
Ouvi a voz da minha mãe. Estava a acordar-me para não chegarmos tarde ao voo. Afinal, tudo não tinha passado de um sonho!

28 fevereiro 2013

Nas Asas da Língua _blogue educativo

O nosso blogue Nas Asas da Língua foi reconhecido pela DGIDC como um blogue educativo.

Foi publicado no Catálogo BlogsEDU, disponível no Portal das Escolas, e recebeu o selo comprovativo.

Parabéns ao 8ºA!



21 fevereiro 2013

Poetas de se lhe tirar o chapéu!

Nas Jornadas João da Silva Correia os alunos do 8ºA trabalharam colaborativamente com os alunos do 10ºA para concretizar um projeto de divulgação de poesia.
Assim os alunos do 8º ano recolheram poemas e notas biográficas de poetas brasileiros, enquanto que os seus colegas se dedicaram aos poetas do século XX preferencialmente portugueses.
O resultado foi uma exposição na Biblioteca Escolar e a apresentação digital que a seguir se divulga.


17 fevereiro 2013

Ladino_conto de Miguel Torga

Na aula de português foi estudado o conto "Ladino" de Miguel Torga. Apesar de uma resistência inicial dos alunos, provocada pela complexidade da teia narrativa e pela linguagem pouco habitual, todos conseguiram compreender o essencial da ação e a intenção crítica subjacente à personificação que está na base do conto.

Do trabalho da aula surgiram algumas conclusões que a seguir se registam.

"Ladino" é o título de um dos contos do livro Bichos, de Miguel Torga e o nome da personagem principal deste conto.

Cada uma das histórias desta coletânea tem como personagem principal um animal, em luta com os elementos da natureza, Deus ou o Homem. As personagens são bichos, mas sentem e agem como se fossem humanos. - PERSONIFICAÇÃO

Sinopse

Ladino é um pardal finório/astuto/manhoso que vive alegremente, sem preocupações. Cauteloso e medroso, em pequeno, manteve-se no ninho, onde ficava todo o dia a dormitar, até ser “matulão, homem feito” e era a mãe que o alimentava pelo que não precisava de ir à luta; cauteloso e rigoroso, em adulto vive com muitos cuidados para que nada de mal lhe aconteça. Tem muito cuidado com a alimentação e evita os perigos, os rigores do inverno… Mulherengo, namora com todas as fêmeas que pode, mas, irresponsável, recusa assumir a paternidade e os encargos dos filhotes. Egoísta, só pensa em si e no seu bem-estar; vê os outros a passar fome, mas não se incomoda com isso e sabe como se alimentar, mesmo em tempo de crise. Hipócrita, dá lições de moral aos outros mas não as aplica a si mesmo. Cínico, faz-se desentendido quando a conversa não lhe agrada. Assim envelhece cada vez mais gordo.

Conclusão

"Ladino" é um conto que encerra uma moralidade. Através da personificação, o autor pretende criticar os que têm as mesmas características desta personagem, cujo nome resume toda a sua maneira de ser: Ladino significa astuto, manhoso, sabido. Apesar de ter sido escrito há muito anos (1940), o conto mantém toda a atualidade pois oportunistas, como o Ladino, é o que não falta na sociedade atual.

Linguagem popular

Em toda a sua obra, Miguel Torga mantém uma forte ligação à terra em que nasceu, Trás-os-Montes e isso revela-se, também no vocabulário que utiliza.

Para ajudar a compreender melhor o conto, encontraram-se os sinónimos de algumas palavras mais difíceis por pertencerem a um nível popular:

 dar o lampo – morrer
folestrias – habilidades, brincadeiras
olho pisco – a abrir e a fechar

repelão – impulso violento
matulagem - vadiagem

meda – montão de molhos de cereais

esbagoava – tirava os bagos
arrombadinho – estragado

pejo - vergonha

painço – capim, erva para forragem

arrozada – cozinhado à base de arroz
fito – jogo popular

grainha – semente de frutos
não queria saber de cantigas - não queria conversa

 Para saber mais sobre  Miguel Torga veja-se o documentário da RTP2 sobre o autor.